segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Impossível é não se emocionar com o ocorrido em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Não quero me focar nas atribuições de culpa. Isso, obviamente, é importante, mas fica para depois. Meu foco é o sentimento, o sofrimento que a situação ocasiona.
Eu não conhecia nenhuma das vítimas, mas não é isso o que importa. O que, de fato, quero dizer, é que tantas pessoas jovens se foram, tantos parentes e amigos choram. Tantas pessoas estão inconsoláveis. E eu, mesmo morando bem longe do ocorrido, não tendo conhecido ninguém presente no acidente, seguro um choro a cada vez que o assunto ressurge nas notícias e nas redes sociais.
Tenho uma grande amiga que mora em Santa Maria, e estuda na UFSM, assim como a maioria das vítimas. Assim que eu soube, tentei falar com ela, e ela não me respondia. Raramente perco a calma, mas ontem, enquanto esperava pela resposta da minha amiga, cheguei perto de perder a calma, diante do nervosismo que se instalava. E ela respondeu, disse que estava tudo bem e que não tinha ido à boate, e foi como se um grande aperto no meu coração se tornasse em aperto bom, e as lágrimas que eu interrompia, subitamente rolaram. E depois, pus-me a pensar: se o meu sofrimento aqui, tão longe, desconhecido das vítimas era tamanho, não havia imaginação em que coubesse a dimensão da dor que os parentes, amigos e conhecidos lá, em Santa Maria, sentem.
Se eu pudesse, iria para lá, para ajudar, voluntariar, e dar um forte abraço na minha amiga. Mas a distância é grande demais. Ela apenas não é grande para o sentimento. Para você que está longe, como eu, não conheceu as vítimas, ou algo similar, transmita seus sentimentos. Isso faz a diferença, isso consola, isso ajuda. Santa Maria precisa de humanidade, solidariedade, compaixão. Faça a sua parte, mesmo que de longe, mesmo que seja pouco, mas faça. Nunca se sabe o quanto isso pode acalentar um coração.