segunda-feira, 23 de abril de 2012

Certa maldade

Isto não é um texto propriamente dito. Preciso, antes de tudo, desabafar, chorar, largar minhas mágoas para, então, poder escrever.


   Por que agimos sem pensar nas consequências que esse atos acarretarão? Como conseguimos viver sabendo que a cada passo na direção errada que dermos, haverá uma complicação à nossa espera e, mesmo assim, teimamos em seguir por aquele caminho? Seria só teimosa, falta de reflexão, impulsividade ou tudo isso junto?
   E quando tomamos a decisão errada com um propósito bom e certo? Devemos nos sentir tão abalados quanto nos sentiríamos se tivéssemos agido de determinada maneira por pura maldade? Como discernir a diferença entre os dois? Fácil: tudo depende do peso na consciência que aquele ato lhe proporcionará. Além de também depender da forma com que o ato foi executado.
   Um ato realizado por maldade não conta com a reflexão posterior a esta, é apenas um ato que tem como finalidade disseminar a discórdia. Já uma ação impulsiva pode acarretar consequências negativas ou positivas. Mas isto é algo que não se pode controlar. Não há como saber até que a explosão proveniente da bomba que foi plantada ocorra. Não há como saber quantas pessoas serão feridas pela explosão. Não há como saber como reagir à tanta dor e destruição. A menos que a bomba tenha sido plantada propositalmente.
   Por outro lado, quando a bomba explode, fere e destrói por um bem maior, tem-se uma bifurcação de escolha: pode-se curar as feridas ou pode-se jogar água oxigenada para que elas ardam ainda mais. Trata-se de uma questão de escolha.
   O grande problema da bomba é quando não se tem a intenção de ferir ninguém, mas a dor, o caos e a destruição atingem, sobretudo, àquele que plantou a bomba. E aí, sabe-se o tipo certo de ato que foi feito: uma "maldade" pelo certo. Um mal foi feito, mas a consciência pesou de forma em que houve a responsabilidade pela explosão que se sucedeu nas mãos daquele que plantou a bomba.