segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mudanças

Mudanças. Bem intenso, né? Hoje, eu parei para analisar os ocorridos do ano, tipo quando a gente faz na virada de ano-novo, sabe? E eu acabei percebendo as revira-voltas que a minha vida sofreu esse ano. Tudo mudou de uma forma tão natural, que eu acabei esquecendo de prestar atenção. E eu não me refiro somente ao fato de ter me tornado universitária e sim parte de suas consequências, até porquê isso não é bem uma "mudança", mas mais uma etapa da vida. Percebi também o quanto amadureci, mesmo sem me dar conta do quanto; e a maioridade, que trouxe consigo parte da independência que é bem quista  por muitos jovens (embora não por mim); algumas mudanças na vida pessoal que podem (ou não) ser consequência da vida universitária; o aumento do número de amigos, em virtude de eu estar cursando duas faculdades simultâneas...
E, com tudo isso, pus-me a pensar: para quê continuar com todos os sentimentos antigos que eu guardo dentro de mim? O que é a vida, senão uma grande aventura dotada de vários desafios a serem superados, momentos especiais e pessoas insubstituíveis?
Veja bem, não digo que não seja importante guardar lembranças e recordações de outrora. E sim que nem sempre é necessário permanecer com determinado pensamento que você costumava ter antes. É bom, à medida do possível e da necessidade, realizar mudanças. Mesmo que seja uma mudança que nem sempre te agrade, mas que traga bens futuros. E nunca se sabe se uma mudança que você realize hoje e a ache proveitosa, ainda a será no futuro.
Embora nem todas as mudanças que venham a ocorrer em sua vida te agradem, é importante que elas ocorram. Porque cada decisão tomada, significa a mudança de determinado pensamento e, caso não haja essa alteração, você ficará, para sempre, pensando "E se...?".

sábado, 4 de agosto de 2012

Então. O motivo de eu estar vindo aqui hoje não é, exatamente, para desabafo ou reclamação. É que eu tive um sonho hoje, no meu cochilo vespertino. Eu não lembro onde o sonho se passava, nem quem aparecia, muito menos os detalhes.
Anyway, o que interessa com relação ao sonho, é que eu me sentia extremamente feliz. Sabe, feliz de uma forma em que não me sinto a muito, muito tempo. E isso realmente me incomoda. Eu sinto falta de ser feliz da forma como eu era, sinto falta de ter o estilo de vida que eu tive naquela época. E esse sentimento de falta da felicidade me incomoda bastante.
Eu sei que a felicidade não é algo fixo, nem que é estruturada a partir de um único quesito de sua vida. Eu mesma cheguei a conclusão que "Ser feliz não é ter alegria dentro de si o tempo inteiro, e sim saber aceitar que a vida é feita de picos de alegria e tristeza, mesclados de realidade e dificuldade. Mas também é saber enxergar em toda negatividade o seu lado positivo".
Mas eu estou, a tanto tempo, pausada na negatividade, que espero, extremamente cansada, pelo dia em que aparecerá o lado positivo de tudo isso. Obviamente, não digo que sou triste depressiva todos os dias. Mas se nada de bom acontece no meu dia, isso se junta ao meu sentimento depressivo e se acumula. E é muito ruim tudo isso. Depender de algum evento diário para que o seu dia valha a pena. Eu deveria agradecer por cada novo dia, mas não é isso que ocorre.
E, além disso, no sonho, parte da minha felicidade era consequência da presença de um namorado. Coisa que, venhamos, me faz falta.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Não é texto. Não é nada. Só sentimentos em forma de palavras. It's up to you. Mas, se você me considera sempre feliz e saltitante e não quer mudar essa visão que tem de mim, não leia. Caso contrário, se arrependerá amargamente.

Então. Esta sou eu, utilizando, as usual, o blog para desabafar. O porquê, não sei. Eu poderia ligar para alguma amiga, tipo a Luisa (ninda, te amo :3) e jorrar todas as frustrações, pedir conselhos, e o colo (metafórico) dela para chorar. Instead, eu venho aqui. Comunicar-me virtualmente comigo mesma (porque só eu vejo essa joça) e escrever o meu sofrimento. E, depois, lê-lo para sofrer novamente, e chorar novamente. Aí quando eu esquecer, virei aqui para ler meu sofrimento, e chorar again de novo em inglês.
De toda forma: sofrimento. De qual tipo? Quase todos os que vocês imaginarem. Vejamos... Vou começar com os estudos, porque todo mundo sofre desse mal. Estudo Biblioteconomia, e vou começar a estudar Relações Internacionais neste segundo semestre. Se eu reclamo disso? Not at all. O que eu reclamo, então? 1. Quem nunca reclama de estudar? Rs. 2. Você não acha um mega pé no saco ter que fazer essas escolhas para o que quer fazer da vida? Tipo, se você sabe o que quer, você é uma pessoa mega sortuda por isso. Mas, se você é como eu, e é extremamente indecisa, e tem medo de mudar suas rotinas diárias e do futuro, seja bem-vindo/a ao meu clube. Essa é a minha vida, essa é a minha história.
Outra coisa: vida amorosa. Caara, quem nunca reclamou da sua vida amorosa? Nem que seja um pequenino comentáriozinho chingando a sua vida amorosa, você já fez, com certeza. Ah, o porquê de eu odiar tanto a minha? Porque ela basicamente não existe, é quase um faroeste com coisas rolando por causa do vento. E, quando existe, são atrações pelos garotos errados, ou pelos que nem sabem que eu existo, ou por um amigo (dos três, não sei qual o pior, né). Mas ~às vezes~ me conformo pensando que isso vai mudar, someday. But you know, someday. Or maybe NEVER, who knows?
Ok. Agora vamos reclamar da minha personalidade (sim, estou chata ao ponto de reclamar da minha própria personalidade). Sou aquele tipo de pessoa que tá sempre rindo, brincando, pulando, saltitando e dizendo "A vida é muito curta para decidir hoje o que fazer amanhã à noite". Mas, na real? Tipo, na real, meeeesmo? Eu posso estar querendo pular de uma janela para a piscina (bora, Amaaaanda), mas estou, sempre sempre sempre, um copo de vidro estilhaçado por dentro. E o pior? Eu nunca falo com ninguém, nunca desabafo com ninguém, sempre fico guardando todos os meus sofrimentos para mim. Aí, quando eu não consigo mais esconder tanta dor, venho aqui, desabafar comigo mesma virtualmente, em forma de textos chatos e melancólicos. Pois é. Quebrei toda a visão que você (se é que ~você~ realmente existe e está lendo isso) tem de mim, né? Deal with it ~desce o óculos no rosto da pessoa, produção.
Hmmm, outra coisa, vejamos... Ah, já sei. Uma coisa que está relacionada à minha personalidade: o que falei aí em cima com relação às minhas rotinas. É, sou extremamente rotineira. Vou sempre aos mesmos lugares, com as mesmas roupas, com os mesmos amigos. Quando vou à restaurantes, escolho um prato no cardápio e, todas as vezes em que eu for lá novamente, comerei a mesma coisa. E é assim em todos os lugares. Tipo, Mc Donald's, Subway, Ira Chai, Pitts, Mister Pizza, BK, Camarões, Ping Fogo, w/e vocês entenderam, né? SEMPRE A MESMA COISA. E isso soa extremamente chato, eu sei. Mas não posso fazer nada, né.
Hm, outra coisa, sou extremamente metódica com organização. Assim, não chega a ser um TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo, para os desinformados). Mas, ainda me incomoda bastante. Todo sábado tenho de organizar e limpar o meu quarto (porque sou muito alérgica a poeira e a bagunça me enlouquece). E é muito chato, porque todo mundo fica me zoando e dizendo que tenho TOC, MAS NÃO É TOC OK. E eu fico extremamente bolada quando falam esse tipo de coisa. Ah, nem tem tanto a ver, mas eu odeio quando pegam da minha comida sem pedir. É tipo Querow doesn't share food, fazendo uma paródia do "Joey doesn't share food" de Friends.
Tá, pensemos em algo mais. Nah, não consigo pensar em mais nada, por enquanto. Acho que era só isso mesmo, que andava me incomodando bastante. Quem sabe na próxima vez em que eu venha aqui reclamar da life, eu fale mal dos meus gostos, né haha. Quem sabe.
Mas, enquanto eu não apareço por aqui, espero que você continue me achando legal, mesmo depois de tudo isso /\. Não me odeie, eu tenho um bom coração. E, se você leu e se arrependeu de verdade, só digo uma coisa: eu avisei.

domingo, 1 de julho de 2012

Então, queridos, resolvi mudar um pouco o meu estilo de escrita neste post. Sabem como é, sair da rotina (embora eu não goste disso, adoro minhas rotinas). Anyway, estou aqui hoje pra falar de amor, porque é o assunto que mais vem martelando na minha cabeça. Mas, antes que vocês se perguntem: não, não estou apaixonada.
Bom, o amor é algo extremamente singelo e lindo. Mas, por outro lado, é, igualmente, doloroso e desgastante. Aqueles que já se apaixonaram sabem como é bom e ruim, ao mesmo tempo; confortador e intimidador e parará, por aí vai nas antíteses. Mas o que poucos sabem, é que o amor não é algo fixo, não é uma fórmula de Bhaskara, em que você joga os valores - o que, aqui, corresponderiam ao casal - e tcharãm, resultado positivo ou negativo.
Nah, pra ter amor, tem que ter, antes de tudo, a relação. Independente de qual seja: relação amorosa, aquele friendzone, amizade colorida, e tal. Sempre vai partir de algo assim. E com essa prévia relação, pode-se ter o encadeamento do ~amor~. Aí eu te pergunto: e essa história que algumas pessoas (leia-se: minha amiga R.) dizem que "O amor é uma utopia" e "O amor é uma jogada de marketing para as lojas faturarem"? Essas afirmações são corretas ou o quê?
Aí, depois, eu te digo: rapaz, depende, viu. Há quem ainda acredite no amor, e em alma gêmea, e em casamento até a velhice, de mãos dadas, chamando "Meu véio" e "Minha véia" para cá e para lá. E te digo que não estão errados em acreditar nisso. Afinal, como dizia Renato Russo, quem acredita sempre alcançaaaa, né? Mas também tem aqueles >>> EU <<< que são um meio termo entre a minha querida amiga R. e toda essa ~crença~ no amor. Esses aí > eu < acham que pode sim, existir o amor, mas que tem milhões e milhões de fatores, características e considerações que devem ser levadas em conta. Algumas delas? Ok. O verdadeiro sentimento: se é amor, paixão, gostar, gostandinho, estar afim, e os variados; se o parceiro ou a parceira, no sé, é amigo/a, mais que amigo/a, melhor amigo/a, se é namorado/a e amigo/a tudo junto; se a pessoa tá pronta para entrar em um relacionamento  e tal... 
Aí uma pessoinha lança: "Mas, Querow, como eu vou saber diferenciar tudo isso, se sentimentos não podem ser traduzidos em palavas?" Ah, querida pessoinha, isso a gente só sabe quando sente. Você é quem sabe a intensidade do sentimento. E, outra coisa, seus lindo, todo mundo diz que é difícil conciliar o amor com a racionalidade. Mas nem é tanto, você só precisa saber o que sente, e tcharãm, isso já é o first step primeiro passo em inglês, pra você ser racional dentro de um relacionamento.
E, então, vem uma 2ª pessoa e pergunta uma bomba: "Querow, cê tá falando tudo isso, criando um textinho maneirinho só pra falar do amor... Então, me diz: cê já amou alguém assim?" Aí eu respondo: " Ah, 2ª pessoinha, isso fica pro próximo post, e olhe olhe viu.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Certa maldade

Isto não é um texto propriamente dito. Preciso, antes de tudo, desabafar, chorar, largar minhas mágoas para, então, poder escrever.


   Por que agimos sem pensar nas consequências que esse atos acarretarão? Como conseguimos viver sabendo que a cada passo na direção errada que dermos, haverá uma complicação à nossa espera e, mesmo assim, teimamos em seguir por aquele caminho? Seria só teimosa, falta de reflexão, impulsividade ou tudo isso junto?
   E quando tomamos a decisão errada com um propósito bom e certo? Devemos nos sentir tão abalados quanto nos sentiríamos se tivéssemos agido de determinada maneira por pura maldade? Como discernir a diferença entre os dois? Fácil: tudo depende do peso na consciência que aquele ato lhe proporcionará. Além de também depender da forma com que o ato foi executado.
   Um ato realizado por maldade não conta com a reflexão posterior a esta, é apenas um ato que tem como finalidade disseminar a discórdia. Já uma ação impulsiva pode acarretar consequências negativas ou positivas. Mas isto é algo que não se pode controlar. Não há como saber até que a explosão proveniente da bomba que foi plantada ocorra. Não há como saber quantas pessoas serão feridas pela explosão. Não há como saber como reagir à tanta dor e destruição. A menos que a bomba tenha sido plantada propositalmente.
   Por outro lado, quando a bomba explode, fere e destrói por um bem maior, tem-se uma bifurcação de escolha: pode-se curar as feridas ou pode-se jogar água oxigenada para que elas ardam ainda mais. Trata-se de uma questão de escolha.
   O grande problema da bomba é quando não se tem a intenção de ferir ninguém, mas a dor, o caos e a destruição atingem, sobretudo, àquele que plantou a bomba. E aí, sabe-se o tipo certo de ato que foi feito: uma "maldade" pelo certo. Um mal foi feito, mas a consciência pesou de forma em que houve a responsabilidade pela explosão que se sucedeu nas mãos daquele que plantou a bomba.