sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bebida, motorista e pedestre: dos males, qual o menor?

É notório o aumento da violência, em âmbito nacional. Multas excedentes, má direção, passagens no sinal vermelho, ultrapassagens perigosas: todos são fatores que contribuem para o agravamento do perigo no trânsito. Entretanto, há maior destaque para a bebida e a idade, uma combinação que tem evidenciado diversos acidentes em várias capitais do país, principalmente em São Paulo.
O que é mais importante no trânsito não é, apenas, saber dirigir. Mas saber dirigir com responsabilidade. Esta não é somente conhecer todos os mecanismos básicos do seu carro e manter a manutenção em dia. É imprescindível que o motorista respeite as placas de sinalização, a faixa de pedestres e, principalmente, saiba respeitar os pedestres, bem como os outros motoristas. Além disso, dirigir somente após os 18 anos e com carteira de habilitação, sem ingerir bebida alcóolica ou estar sob efeito de drogas.
Vale salientar também, que nem sempre a culpa dos acidentes é inteiramente dos motoristas. Está cada vez mais impressionante a falta de educação que os pedestres têm no trânsito. Muitos atravessam a rua fora da faixa que lhes foi designada; outros chegam a atravessar as principais avenidas da cidade (e, portanto, as mais movimentadas), sem se dar ao luxo de utilizar a passarela. Como buscar um trânsito pacífico, se nem os pedestres nem os motoristas cumprem com seus devidos deveres?
Mas o fator determinante para o crescimento da violência no trânsito é a bebida. Este ato tornou-se extremamente comum entre os jovens, e apresenta indícios de ser o início de uma série de problemas que isto causará ao trânsito. Ao saírem de suas festas, os jovens (que, normalmente, já estão alterados, devido à ingestão de bebida alcóolica), pegam seus carros para dirigir. A partir disto, estarão sujeitos a qualquer acidente. Mesmo com propagandas, "blitz" da Lei Seca e, principalmente, as recomendações que receberam quando fizeram auto-escola, os jovens ainda se expõem a situações como essas.
Então, depois que os acidentes acontecem, alguns são encaminhados à delegacia por crime culposo (em que não há intenção de matar), mas algum tempo depois são liberados para cumprir a pena em liberdade ou pagam a fiança. Como resolver um problema desta magnitude, se não se pode confiar nem na pena que o motorista sofrerá? E como provaríamos que, em determinada situação, a culpa foi do pedestre, se os direitos destes aumentam na proporção em que os dos motoristas diminuem?
Dessa forma, para que exista paz no trânsito, são necessárias extremas mudanças na mentalidade dos jovens, nas leis que regem os pedestres e motoristas, que o respeito esteja presente dentro das relações pedestre-motorista. Além disso, é preciso que a justiça não deixe os desrespeitosos saírem impunes. Quando todos esses fatores agirem em conjunto, será possível contornar esta situação. Caso contrário, precisaremos escolher dentre os males, o menor.

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