sábado, 29 de outubro de 2011

Orgulho B



Sinto como se fosse ontem a sensação da angústia de não saber qual turma seria posta para cursar o 3º ano. Colocaram-me na "B". Quando entrei na sala no dia 25 de janeiro, rostos amigos, conhecidos e desconhecidos afloraram a visão. Conviver com colegas de série que pouco conhecia, alguns que conhecia melhor, poderia ter sido um tanto trabalhoso. Mas não foi.
No começo, o lado esquerdo da sala pertencia às meninas, o direito aos meninos. O centro... Bom, era o centro. A integração era pouca, conversas grupais. Até que chegou a saída do profº Thadeu. O medo de não podermos ter o conteúdo devidamente ensinado movimentou não só a turma, como todo o PRÉ. Isso uniu a turma, uniu as turmas, uniu o PRÉ.
O que, antes, era uma turma pseudo-unida, passou a ser fortificada. Luta pelos nossos direitos, maior integração entre a gente. Surgiram as brincadeiras. As meninas passaram a frenquentar o lado direito da sala, os meninos foram ao esquerdo. E o centro... Continuou sendo o centro. Todos iam ao centro. Quem já era amigo, ficou ainda mais amigo. Quem não era, virou amigo. Quem era conhecido, também.
Todos passaram a saber que Luíza é Double Deva; que Elisa é louca; que Bob faz as perguntas mais estranhas possíveis - e estressa as pessoas mais calmas -; que a risada da Yasmin faz todos os outros rirem também; que as provas são grupais; que as recuperações são tendência; que existe o BoldLifeStyle; que Virlane e Jazmin são, todos os dias, 'bullynadas' pelo Felipe; que o Parceiro tem "aquela" jogada de pescoço quando olha para trás; que Jarina também é conhecida como "Menina de Upanema" e é constantemente questionada sobre a vivência do Bold; que Priscila é conhecida como Juntos; que, segundo Cesar Abrantes, Bernardo namora Maria Elisa e não Juntos; que quando Ricardo não está dormindo, está lendo; que Viviane e Luíza foram as únicas pessoas que não ficaram de recuperação; que Renata Queiroz é potiguar; que Yngrid sempre é confundida com Yasmin; que o Papai (Brunno) sempre presta atenção na aula do Andrerson pra ter dicas sobre a gravidez; que o Fernando tem o "mascote" dele (Spider); que Artur fica roxo quando ri e é chamado de Neidinha; que a Maga tem os comentários mais "pertinentes" e adora uma "ceuveja"; que Felipe sempre tenta abrir os sutiens das meninas; que com Jampa, ninguém discute; que quando eu falo "Memórias Póstumas de Brás Cubas" é uma chiadeira, que nem TV sem sinal.
Andrerson sempre terá a "B" como turma preferida; Wellington sempre contará História do Brasil e deixaremos os fatos em off; Bruna Caballero sempre reclamará das nossas inquietações; a amizade com Bruna Rafaela será sempre a mesma; Amadeu sempre dará 35 minutos de sermão e 10 minutos arrumando o computador; Vevé sempre será o fofo com as piadas dos meninos; Freud sempre intrigará a todos com a Regra da mão direita; Vanvan e Soeiro SEMPRE serão nossos queridos; Cesar Abrantes sempre será o abestado; Sales sempre nos chamará de jovens; Dênis sempre dirá que somos o futuro da nação; Pedro continuará falando dos jovens e da demência; João Carlos continuará trazendo milhões e milhões de folhinhas, para Virlane ler; Eduardo Lago sssssssssssempre falará asssssssssssim; Augusto continuará pedindo para manter a atenção e copiar; Magno sempre pedirá silêncio aos "doutores"; Rodrigo babará Luíza eternamente.
Se tudo na vida é feito de particularidades, que esta seja a minha. O orgulho B é a minha particularidade. E esta particularidade fez com que o meu terceiro ano tenha sido bem melhor do que eu jamais tivesse imaginado. E que venha a divisão por áreas, com direito a lanche coletivo e comida sobrando. Mas que sempre esteja presente o sentimento de união que a turma passou a ter.
E continuaremos sendo Orgulho B, mesmo separados, com todas as tendências, com todas as préalcoolpações e com todas as amizades fortificadas que este último ano do Ensino Médio nos trouxe. O fim de uma etapa, o começo de outra. E mais uma de uma longa convivência que permanecerá. PRÉALCOOLPADOS <3

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bebida, motorista e pedestre: dos males, qual o menor?

É notório o aumento da violência, em âmbito nacional. Multas excedentes, má direção, passagens no sinal vermelho, ultrapassagens perigosas: todos são fatores que contribuem para o agravamento do perigo no trânsito. Entretanto, há maior destaque para a bebida e a idade, uma combinação que tem evidenciado diversos acidentes em várias capitais do país, principalmente em São Paulo.
O que é mais importante no trânsito não é, apenas, saber dirigir. Mas saber dirigir com responsabilidade. Esta não é somente conhecer todos os mecanismos básicos do seu carro e manter a manutenção em dia. É imprescindível que o motorista respeite as placas de sinalização, a faixa de pedestres e, principalmente, saiba respeitar os pedestres, bem como os outros motoristas. Além disso, dirigir somente após os 18 anos e com carteira de habilitação, sem ingerir bebida alcóolica ou estar sob efeito de drogas.
Vale salientar também, que nem sempre a culpa dos acidentes é inteiramente dos motoristas. Está cada vez mais impressionante a falta de educação que os pedestres têm no trânsito. Muitos atravessam a rua fora da faixa que lhes foi designada; outros chegam a atravessar as principais avenidas da cidade (e, portanto, as mais movimentadas), sem se dar ao luxo de utilizar a passarela. Como buscar um trânsito pacífico, se nem os pedestres nem os motoristas cumprem com seus devidos deveres?
Mas o fator determinante para o crescimento da violência no trânsito é a bebida. Este ato tornou-se extremamente comum entre os jovens, e apresenta indícios de ser o início de uma série de problemas que isto causará ao trânsito. Ao saírem de suas festas, os jovens (que, normalmente, já estão alterados, devido à ingestão de bebida alcóolica), pegam seus carros para dirigir. A partir disto, estarão sujeitos a qualquer acidente. Mesmo com propagandas, "blitz" da Lei Seca e, principalmente, as recomendações que receberam quando fizeram auto-escola, os jovens ainda se expõem a situações como essas.
Então, depois que os acidentes acontecem, alguns são encaminhados à delegacia por crime culposo (em que não há intenção de matar), mas algum tempo depois são liberados para cumprir a pena em liberdade ou pagam a fiança. Como resolver um problema desta magnitude, se não se pode confiar nem na pena que o motorista sofrerá? E como provaríamos que, em determinada situação, a culpa foi do pedestre, se os direitos destes aumentam na proporção em que os dos motoristas diminuem?
Dessa forma, para que exista paz no trânsito, são necessárias extremas mudanças na mentalidade dos jovens, nas leis que regem os pedestres e motoristas, que o respeito esteja presente dentro das relações pedestre-motorista. Além disso, é preciso que a justiça não deixe os desrespeitosos saírem impunes. Quando todos esses fatores agirem em conjunto, será possível contornar esta situação. Caso contrário, precisaremos escolher dentre os males, o menor.