quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Escolhas da vida

Isto não será um texto propriamente dito. Preciso, antes de tudo, desabafar, chorar, largar minhas mágoas para, então, poder escrever.
Estou cansada de pessoas me dizendo o que devo ou não fazer; o que devo ou não vestir; o que devo ou não falar. Costumava achar que tinha uma vida, e não que eu fosse uma marionete comandada pelas mãos dos outros. Nunca quis que fosse assim, nem permitirei com que seja.
Quero, antes de tudo, poder tomar minhas decisões sem ter de me preocupar com o que os outros acharão disso. Quero poder vestir a primeira roupa que vir no armário, me mandar para o shopping e comer um fast-food sem pensar nos olhos tortos que cairão sobre mim, ou nas calorias que estarei consumindo. O problema é que eu não era assim, não fui educada a ligar para o que os outros pensam. Então, quando comecei a me preocupar com tudo isso?
De fato, não sei. E, talvez, eu nem me importe realmente. Talvez sejam tantas coisas pairando sobre minha cabeça, que me façam ficar atordoada a ponto de não saber o que realmente penso da vida ou reconhecer meus valores. Será mesmo isso? Ou será que realmente começo a ver uma pontinha de tudo aquilo que sempre abominei?
Estresse, confusão e indecisão: três palavras que têm me aparecido constantemente nos últimos tempos - ou semanas, para ser mais específica. E aqueles momentos em que se sente vontade de cavar um buraco e desaparecer para sempre: esta vontade tem me aparecido ainda com maior frequência. E o que fazer? Também não sei. Creio que deva fazer aquilo que acredito ser o correto, aquilo que meu coração mandar.
E, em tempos como estes, em que sua vida pessoal, familiar e, sobretudo, a escolar, gira em torno daquela prova que o aprovará ou reprovará na grande escolha de sua vida, sinto vontade de gritar. Gritar para desestressar, para brigar ou, simplesmente, por gritar.
E, mesmo dizendo que quero gritar, confesso que também não quero. Não quero, pois esta não sou eu. Não gosto de gritar com todos, estressar a todos, discutir com (quase) todos, como tem acontecido ultimamente. Não gosto disto, nem um pouco. Mas essas escolhas da vida fazem isso comigo, fazem com que eu perca as estribeiras e fuja do que eu sou normalmente: uma simples carioca na terra potiguar; uma dentre tantas Carols que existem naquele colégio, a simples e desconhecida Carol Lucena.
Juro a vocês, de que um dia, estas escolhas da vida ainda me causarão sérios danos hehe.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Proposta de Redação: Carta - 05/08/2011

Natal, 05 de agosto de 2011
Senhor gerente,
Após ter chegado ao meu conhecimento o concurso com a pergunta "O que faz você feliz?", cheguei à conclusão de que não é algo singular, mas uma união de fatores que promoverão este sentimento ao serem trabalhados de forma conjunta.
Posso encontrar a felicidade em algo simples como ler um livro, ou em algo mais complexo como uma relação amorosa estável. Ser feliz não é ter alegria dentro de si o tempo inteiro, e sim saber aceitar que a vida é feita de picos de alegria e tristeza, mescladas de realidade e dificuldade. Mas também é saber enxergar em toda negatividade o seu lado positivo.
Ser feliz não é apenas ter o carro do ano, a casa dos sonhos e a família perfeita. Mas ter o carro do ano com problemas mecânicos, a casa dos sonhos com infiltrações e a família perfeita com adolescente rebeldes.
No final das contas, cada um é feliz do jeito que sabe ser feliz. Sou feliz com minha coleção de livros e DVDs, minha família e meu cachorro. Mas não é só isso que me faz feliz. É acordar todos os dias e poder ver que o sol está raiando no horizonte, poder ir na geladeira e tomar um copo de leite. Ser feliz é saber que ainda haverá muitas coisas que me farão feliz.

Atenciosamente,
A Sonhadora.