sábado, 23 de julho de 2011

Regras desregradas

"As regras existem para serem quebradas", alguém disse. Seja quem tenha sido, falou certo. Mas, veja bem: elas não foram feitas com esse intuito, isso é apenas uma consequência diretamente proporcional à criação das regras. Se existe regra, sempre haverá alguém que as quebrará.
Tomemos como exemplo as regras escolares. É muito comum os coordenadores separarem um casal de namorados na escola, ao vê-los juntos. E, como toda pessoa diante de uma regra, há a insatisfação por parte da regra. Mas... Isso nem é uma regra! Então, por que a escola faz isso? Dizem eles, que escola não é ambiente para namoros...
Há também aquelas "regras" que são estabelecidas pela sociedade. Quem nunca escutou "Não fale com estranhos" ou "Não pegue carona com pessoas que você não conhece"? Isso é muito comum na vida de qualquer pessoa, mas sempre haverá aquele que quebrará as regras, falará com estranhos e pegará caronas com desconhecidos.
E aquelas outras "regras", que nem chegam a ser regras, mas todos acreditam ser? Quem disse que Twitter só serve para ter followers, Facebook para encontrar amigos e MSN para conversar? Foi estipulada uma regra nos Termos de Uso de cada uma das redes sociais? Não. E não são os usuários que farão isso. Redes sociais são de uso livre e próprio.
O grande problema é que as pessoas não conseguem diferenciar as verdadeiras regras do que foi estipulado pela mídia ou pela sociedade. As pessoas vêem o que querem ver. Se querem quebrar as regras, elas quebram. Se querem estipular regras incoerentes, estipulam. Não se trata das regras em si, mas de quem está subordinado a elas.

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