sexta-feira, 3 de junho de 2011

Do livro à emoção


Nunca me senti tão tocada por um livro como me senti ao ler O Diário de Anne Frank. Dotado de uma alternância entre narrativas, descrições, diálogos e uma grande pitada de sentimentos da narradora, o livro conta a Segunda Guerra Mundial pelos olhos de uma mera adolescente que se instala em um esconderijo na Holanda.
Alemã, judia, e com o coração encantado pela Holanda, Anne descreve como é sentir-se presa sem poder, ao menos, abrir a janela sem que o coração martele na garganta. Um misto de sentimentos a dominam durante o tempo em que passou no Anexo Secreto (o esconderijo em que morava com seus pais, sua irmã, uma outra família e um senhor), tais como: infelicidade, depressão, agonia; e, em meio a tantos sentimentos de fardo pesado, abriu-se o espaço no coração de Anne para o amor, seu primeiro amor.
A autora traz, ainda, a humildade. Sentia-se extremamente infeliz por não poder pisar fora do Anexo, mas sentia-se feliz por não estar em campos de concentração (ou até morta!) como outros judeus.

  • O por quê de minha emoção:
Anne Frank não faleceu com a mesma idade que possuo hoje; não passei pelas experiência que ela deteve, nem de longe passarei; no final das contas, não detenho particularidades semelhantes à ela, com excessão de uma: sentimentos.
Meus sentimentos são transitórios. Em um dia posso estar de péssimo humor, ter vontade de quebrar toda e qualquer coisa que me apareça; e no dia seguinte, posso ter vontade de dizer à uma pessoa que nem conheço que a amo e que lhe desejo tudo de melhor na vida, além de dar um abraço bem forte em todos aqueles que amo e conheço (de verdade!).
Talvez não desta forma, mas os sentimentos de Anne também eram transitórios. Em várias passagens da narração, a adolescente diz sentir-se muito feliz e, no dia seguinte, sentir-se cair em depressão.
Também acredito que posso ter me sensibilizado com o livro pelo fato de saber como termina e, mesmo assim, continuar a lê-lo.
Talvez o motivo não seja nenhum dos que foram citados. Quem sabe eu ainda esteja por descobrir. Tudo o que sei é o quanto chorei ao término do livro. Agora, não posso pensar em Segunda Guerra Mundial sem pensar na Anne Frank.

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