sábado, 14 de maio de 2011

Universidade para poucos

Sabe-se que o vestibular é um processo seletivo no qual todos os alunos inscritos realizarão a mesma prova, com o mesmo tempo estabelecido. Nota-se, entretanto, que os alunos de escolas que possuem um padrão de ensino superior apresentam melhor rendimento no processo seletivo.
É comum associar os alunos que estudam em melhores escolas à uma renda maior; e os que estudam em escola de ensino inferior a uma renda baixa. A associação não é inválida, mas é preciso levar em consideração o nível escolar das escolas públicas. Não é culpa do aluno que a escola onde ele estude não seja boa o suficiente para torná-lo apto na aprovação no vestibular. Por outro lado, não é justo culpar o estabelecimento pela qualidade do ensino.
Tomemos como exemplo, as escolas dos Estados Unidos. Assim como no Brasil, são oferecidas escolas públicas e particulares, mas apresentam um diferencial: ambas possuem o mesmo nível educacional. E, mais, o ingresso na universidade é realizado por meio de bolsas (em suma, esportivas) ou por meio de uma avaliação das notas do aluno até o Ensino Médio.
Ao analisar o exemplo, podemos chegar à conclusão de que a culpa não parte dos alunos, da escola ou dos professores, e sim do órgão público responsável pela educação: Ministério da Educação. Não é permitido esquecer que os professores também são grandes credores na formação educacional dos jovens brasileiros.
Dessa forma, se compararmos o ensino americano ao brasileiro, vemos que o americano, apesar de também controlar a admissão de seus alunos, através de avaliação e entrevista, apresenta um sistema educacional capaz de igualar os estudantes de ensino público e privado. Já no caso brasileiro, trata-se de um processo seletivo similar a um funil, no qual os que possuírem melhores condições e, consequentemente, melhor ensino, estarão a nível de adentrarem na universidade.