domingo, 10 de abril de 2011

Nova realidade

Foi-se o tempo em que colégio era significado restrito à ensino e educação. O que antes era visto como lar do saber, hoje passa-nos a impressão de ser a morada não apenas do saber, mas do bullying, violência e desigualdade social. Sendo isto não pouco, mas muito, o Brasil chocou-se ao ver o ocorrido em Realengo, Rio de Janeiro, no dia 07 de abril do decorrido ano.
Segundo familiares, Wellington Menezes de Oliveira era um adolescente ausente e era considerado tímido e calado pela vizinhança. Não apresentava comportamento irregular, mas segundo seu irmão, que preferiu não se identificar, o rapaz de 23 anos possuía ideias criminais; além disso, seu computador guardava páginas de documentos e artigos sobre artilharias.
Sendo Welllington ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, não seria de julgamento estranho que ele visitasse o local onde estudou durante o ensino fundamental. Encontrou-se com uma antiga professora, que o reconheceu, teve com ela um breve momento de conversa, para, então, dar início ao que havia ido fazer no local.
Tendo como princípio a secretaria, passando ao primeiro e segundo andares do colégio, Wellington abriu fogo contra os estudantes. Deixou 13 feridos e 12 mortos, com idade média de 12 a 14 anos e seletividade criminal predominante às meninas. O rapaz matou-se após ser ferido pelo policial Márcio Alves.
Quem julgaria possível que a entrada de um ex-aluno em um colégio, às 08h da manhã teria este trágico fim? Seja por insanidade - uma vez que sua mãe biológica era portadora de deficiência mental - ou por vingança de sua época de escola, é triste pensar que, sendo este o primeiro caso no Brasil, entra na lista dos casos ocorridos no mundo.
Sendo, agora, presente no Brasil, a dura realidade que aflinge o mundo nos choca. E, com isso, surgem perguntas sem respostas: seria culpa do governo, por não fiscalizar as armas?, ou seria culpa dos próprios portadores, não sabendo utilizá-las da forma apropriada?
Não basta culpar o governo ou os portadores, pois nem todos os portadores de armas são descuidados, e nem sempre o governo tem culpa. É preciso, então, sermos colaboradores para com aqueles que tiveram seus filhos assassinados e dar incentivo ao governo para serem estabelecidas medidas preventivas.
Entretanto, todos sabemos que o bom não é remediar - que seria o nosso caso - e sim prevenir. Uma vez que o pior já ocorreu, seria aceitável também, o revisto dos alunos na entrada, ou a proibição da entrada de aparelhos eletrônicos de qualquer tipo, e de materiais metálicos, como ocorre em algumas escolas dos Estados Unidos.
É impreciso determinar qual o principal fator que chegou ao ocorrido recentemente, na zona oeste do Rio de Janeiro. Seria a falta de fiscalização, a falta de responsabilidade no porte de armas... ou o quê? É um conjunto de fatores que marcou a presença desta tragédia. E cabe à nós, brasileiros e seres humanos, fazermos nossas parte e exigir que o governo faça a deles.