sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Diário de Sophia: dia 01

E então. Essa sou eu tentado sobreviver a uma vida injusta durante a adolescência bordada de hormônios para me enlouquecer. Não consigo entender qual o meu problema com relacionamentos: tanto em amizades quanto nos amorosos, tudo parece SEMPRE dar errado. E eu não sei mais como contornar essa minha "deficiência". Começo, também, a pensar se esse problema é apenas comigo, mas seria muito egoísmo de minha parte pensar que sou a única pessoa a passar por esse tipo de situação.
Mas por mais que eu tente compreender qual o problema que me acarreta essas situações, mais confusa fico quanto a mim mesma. Por que não consigo manter relacionamentos saudáveis e amizades duráveis? E por que não consigo parar de me sentir tão sozinha neste mundo? E, afinal de contas, por que você, querido papel, parece ser a única coisa que consegue me livrar desse afogamento de lágrimas e me mostrar o caminho da praia de felicidade, mesmo depois de tanta água adentrada e derramada? Estas são perguntas que sempre me farei, apesar de saber que o papel em companhia da caneta serão, para sempre, meus melhores amigos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Está sendo completamente contraditório à minha própria personalidade. Sempre fui espontânea, e agora tenho medo de essa espontaneidade estar me beirando à imaturidade.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sophia queria mais de sua vida. Ela queria mais de tudo. E também queria ser tudo. Tinha o dom da psicologia desde pequena, mas sempre amou ver documentários médicos. Sempre teve o senso de justiça e odiava ver injustiças em sua frente. A única coisa que não gostava era de cálculos, nenhum tipo deles.
Sophia era uma pessoas de poucos amigos, muitos colegas, muitos ciclos de amigos. Se dava bem como todos os tipos de pessoas. Mas, mesmo assim, ela se sentia sozinha. Nesses momentos, pegava seu playlist e o colocava para tocar. A música fazia com que ela esquecesse o mundo seu redor.
O que seria Sophia sem a música, então? Um mero "éter" como tinham definido os cientistas na Física Moderna. A música era necessária à Sophia. E sem ela... it was not yellow.

sábado, 29 de outubro de 2011

Orgulho B



Sinto como se fosse ontem a sensação da angústia de não saber qual turma seria posta para cursar o 3º ano. Colocaram-me na "B". Quando entrei na sala no dia 25 de janeiro, rostos amigos, conhecidos e desconhecidos afloraram a visão. Conviver com colegas de série que pouco conhecia, alguns que conhecia melhor, poderia ter sido um tanto trabalhoso. Mas não foi.
No começo, o lado esquerdo da sala pertencia às meninas, o direito aos meninos. O centro... Bom, era o centro. A integração era pouca, conversas grupais. Até que chegou a saída do profº Thadeu. O medo de não podermos ter o conteúdo devidamente ensinado movimentou não só a turma, como todo o PRÉ. Isso uniu a turma, uniu as turmas, uniu o PRÉ.
O que, antes, era uma turma pseudo-unida, passou a ser fortificada. Luta pelos nossos direitos, maior integração entre a gente. Surgiram as brincadeiras. As meninas passaram a frenquentar o lado direito da sala, os meninos foram ao esquerdo. E o centro... Continuou sendo o centro. Todos iam ao centro. Quem já era amigo, ficou ainda mais amigo. Quem não era, virou amigo. Quem era conhecido, também.
Todos passaram a saber que Luíza é Double Deva; que Elisa é louca; que Bob faz as perguntas mais estranhas possíveis - e estressa as pessoas mais calmas -; que a risada da Yasmin faz todos os outros rirem também; que as provas são grupais; que as recuperações são tendência; que existe o BoldLifeStyle; que Virlane e Jazmin são, todos os dias, 'bullynadas' pelo Felipe; que o Parceiro tem "aquela" jogada de pescoço quando olha para trás; que Jarina também é conhecida como "Menina de Upanema" e é constantemente questionada sobre a vivência do Bold; que Priscila é conhecida como Juntos; que, segundo Cesar Abrantes, Bernardo namora Maria Elisa e não Juntos; que quando Ricardo não está dormindo, está lendo; que Viviane e Luíza foram as únicas pessoas que não ficaram de recuperação; que Renata Queiroz é potiguar; que Yngrid sempre é confundida com Yasmin; que o Papai (Brunno) sempre presta atenção na aula do Andrerson pra ter dicas sobre a gravidez; que o Fernando tem o "mascote" dele (Spider); que Artur fica roxo quando ri e é chamado de Neidinha; que a Maga tem os comentários mais "pertinentes" e adora uma "ceuveja"; que Felipe sempre tenta abrir os sutiens das meninas; que com Jampa, ninguém discute; que quando eu falo "Memórias Póstumas de Brás Cubas" é uma chiadeira, que nem TV sem sinal.
Andrerson sempre terá a "B" como turma preferida; Wellington sempre contará História do Brasil e deixaremos os fatos em off; Bruna Caballero sempre reclamará das nossas inquietações; a amizade com Bruna Rafaela será sempre a mesma; Amadeu sempre dará 35 minutos de sermão e 10 minutos arrumando o computador; Vevé sempre será o fofo com as piadas dos meninos; Freud sempre intrigará a todos com a Regra da mão direita; Vanvan e Soeiro SEMPRE serão nossos queridos; Cesar Abrantes sempre será o abestado; Sales sempre nos chamará de jovens; Dênis sempre dirá que somos o futuro da nação; Pedro continuará falando dos jovens e da demência; João Carlos continuará trazendo milhões e milhões de folhinhas, para Virlane ler; Eduardo Lago sssssssssssempre falará asssssssssssim; Augusto continuará pedindo para manter a atenção e copiar; Magno sempre pedirá silêncio aos "doutores"; Rodrigo babará Luíza eternamente.
Se tudo na vida é feito de particularidades, que esta seja a minha. O orgulho B é a minha particularidade. E esta particularidade fez com que o meu terceiro ano tenha sido bem melhor do que eu jamais tivesse imaginado. E que venha a divisão por áreas, com direito a lanche coletivo e comida sobrando. Mas que sempre esteja presente o sentimento de união que a turma passou a ter.
E continuaremos sendo Orgulho B, mesmo separados, com todas as tendências, com todas as préalcoolpações e com todas as amizades fortificadas que este último ano do Ensino Médio nos trouxe. O fim de uma etapa, o começo de outra. E mais uma de uma longa convivência que permanecerá. PRÉALCOOLPADOS <3

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bebida, motorista e pedestre: dos males, qual o menor?

É notório o aumento da violência, em âmbito nacional. Multas excedentes, má direção, passagens no sinal vermelho, ultrapassagens perigosas: todos são fatores que contribuem para o agravamento do perigo no trânsito. Entretanto, há maior destaque para a bebida e a idade, uma combinação que tem evidenciado diversos acidentes em várias capitais do país, principalmente em São Paulo.
O que é mais importante no trânsito não é, apenas, saber dirigir. Mas saber dirigir com responsabilidade. Esta não é somente conhecer todos os mecanismos básicos do seu carro e manter a manutenção em dia. É imprescindível que o motorista respeite as placas de sinalização, a faixa de pedestres e, principalmente, saiba respeitar os pedestres, bem como os outros motoristas. Além disso, dirigir somente após os 18 anos e com carteira de habilitação, sem ingerir bebida alcóolica ou estar sob efeito de drogas.
Vale salientar também, que nem sempre a culpa dos acidentes é inteiramente dos motoristas. Está cada vez mais impressionante a falta de educação que os pedestres têm no trânsito. Muitos atravessam a rua fora da faixa que lhes foi designada; outros chegam a atravessar as principais avenidas da cidade (e, portanto, as mais movimentadas), sem se dar ao luxo de utilizar a passarela. Como buscar um trânsito pacífico, se nem os pedestres nem os motoristas cumprem com seus devidos deveres?
Mas o fator determinante para o crescimento da violência no trânsito é a bebida. Este ato tornou-se extremamente comum entre os jovens, e apresenta indícios de ser o início de uma série de problemas que isto causará ao trânsito. Ao saírem de suas festas, os jovens (que, normalmente, já estão alterados, devido à ingestão de bebida alcóolica), pegam seus carros para dirigir. A partir disto, estarão sujeitos a qualquer acidente. Mesmo com propagandas, "blitz" da Lei Seca e, principalmente, as recomendações que receberam quando fizeram auto-escola, os jovens ainda se expõem a situações como essas.
Então, depois que os acidentes acontecem, alguns são encaminhados à delegacia por crime culposo (em que não há intenção de matar), mas algum tempo depois são liberados para cumprir a pena em liberdade ou pagam a fiança. Como resolver um problema desta magnitude, se não se pode confiar nem na pena que o motorista sofrerá? E como provaríamos que, em determinada situação, a culpa foi do pedestre, se os direitos destes aumentam na proporção em que os dos motoristas diminuem?
Dessa forma, para que exista paz no trânsito, são necessárias extremas mudanças na mentalidade dos jovens, nas leis que regem os pedestres e motoristas, que o respeito esteja presente dentro das relações pedestre-motorista. Além disso, é preciso que a justiça não deixe os desrespeitosos saírem impunes. Quando todos esses fatores agirem em conjunto, será possível contornar esta situação. Caso contrário, precisaremos escolher dentre os males, o menor.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Escolhas da vida

Isto não será um texto propriamente dito. Preciso, antes de tudo, desabafar, chorar, largar minhas mágoas para, então, poder escrever.
Estou cansada de pessoas me dizendo o que devo ou não fazer; o que devo ou não vestir; o que devo ou não falar. Costumava achar que tinha uma vida, e não que eu fosse uma marionete comandada pelas mãos dos outros. Nunca quis que fosse assim, nem permitirei com que seja.
Quero, antes de tudo, poder tomar minhas decisões sem ter de me preocupar com o que os outros acharão disso. Quero poder vestir a primeira roupa que vir no armário, me mandar para o shopping e comer um fast-food sem pensar nos olhos tortos que cairão sobre mim, ou nas calorias que estarei consumindo. O problema é que eu não era assim, não fui educada a ligar para o que os outros pensam. Então, quando comecei a me preocupar com tudo isso?
De fato, não sei. E, talvez, eu nem me importe realmente. Talvez sejam tantas coisas pairando sobre minha cabeça, que me façam ficar atordoada a ponto de não saber o que realmente penso da vida ou reconhecer meus valores. Será mesmo isso? Ou será que realmente começo a ver uma pontinha de tudo aquilo que sempre abominei?
Estresse, confusão e indecisão: três palavras que têm me aparecido constantemente nos últimos tempos - ou semanas, para ser mais específica. E aqueles momentos em que se sente vontade de cavar um buraco e desaparecer para sempre: esta vontade tem me aparecido ainda com maior frequência. E o que fazer? Também não sei. Creio que deva fazer aquilo que acredito ser o correto, aquilo que meu coração mandar.
E, em tempos como estes, em que sua vida pessoal, familiar e, sobretudo, a escolar, gira em torno daquela prova que o aprovará ou reprovará na grande escolha de sua vida, sinto vontade de gritar. Gritar para desestressar, para brigar ou, simplesmente, por gritar.
E, mesmo dizendo que quero gritar, confesso que também não quero. Não quero, pois esta não sou eu. Não gosto de gritar com todos, estressar a todos, discutir com (quase) todos, como tem acontecido ultimamente. Não gosto disto, nem um pouco. Mas essas escolhas da vida fazem isso comigo, fazem com que eu perca as estribeiras e fuja do que eu sou normalmente: uma simples carioca na terra potiguar; uma dentre tantas Carols que existem naquele colégio, a simples e desconhecida Carol Lucena.
Juro a vocês, de que um dia, estas escolhas da vida ainda me causarão sérios danos hehe.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Proposta de Redação: Carta - 05/08/2011

Natal, 05 de agosto de 2011
Senhor gerente,
Após ter chegado ao meu conhecimento o concurso com a pergunta "O que faz você feliz?", cheguei à conclusão de que não é algo singular, mas uma união de fatores que promoverão este sentimento ao serem trabalhados de forma conjunta.
Posso encontrar a felicidade em algo simples como ler um livro, ou em algo mais complexo como uma relação amorosa estável. Ser feliz não é ter alegria dentro de si o tempo inteiro, e sim saber aceitar que a vida é feita de picos de alegria e tristeza, mescladas de realidade e dificuldade. Mas também é saber enxergar em toda negatividade o seu lado positivo.
Ser feliz não é apenas ter o carro do ano, a casa dos sonhos e a família perfeita. Mas ter o carro do ano com problemas mecânicos, a casa dos sonhos com infiltrações e a família perfeita com adolescente rebeldes.
No final das contas, cada um é feliz do jeito que sabe ser feliz. Sou feliz com minha coleção de livros e DVDs, minha família e meu cachorro. Mas não é só isso que me faz feliz. É acordar todos os dias e poder ver que o sol está raiando no horizonte, poder ir na geladeira e tomar um copo de leite. Ser feliz é saber que ainda haverá muitas coisas que me farão feliz.

Atenciosamente,
A Sonhadora.

sábado, 23 de julho de 2011

Regras desregradas

"As regras existem para serem quebradas", alguém disse. Seja quem tenha sido, falou certo. Mas, veja bem: elas não foram feitas com esse intuito, isso é apenas uma consequência diretamente proporcional à criação das regras. Se existe regra, sempre haverá alguém que as quebrará.
Tomemos como exemplo as regras escolares. É muito comum os coordenadores separarem um casal de namorados na escola, ao vê-los juntos. E, como toda pessoa diante de uma regra, há a insatisfação por parte da regra. Mas... Isso nem é uma regra! Então, por que a escola faz isso? Dizem eles, que escola não é ambiente para namoros...
Há também aquelas "regras" que são estabelecidas pela sociedade. Quem nunca escutou "Não fale com estranhos" ou "Não pegue carona com pessoas que você não conhece"? Isso é muito comum na vida de qualquer pessoa, mas sempre haverá aquele que quebrará as regras, falará com estranhos e pegará caronas com desconhecidos.
E aquelas outras "regras", que nem chegam a ser regras, mas todos acreditam ser? Quem disse que Twitter só serve para ter followers, Facebook para encontrar amigos e MSN para conversar? Foi estipulada uma regra nos Termos de Uso de cada uma das redes sociais? Não. E não são os usuários que farão isso. Redes sociais são de uso livre e próprio.
O grande problema é que as pessoas não conseguem diferenciar as verdadeiras regras do que foi estipulado pela mídia ou pela sociedade. As pessoas vêem o que querem ver. Se querem quebrar as regras, elas quebram. Se querem estipular regras incoerentes, estipulam. Não se trata das regras em si, mas de quem está subordinado a elas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Do livro à emoção


Nunca me senti tão tocada por um livro como me senti ao ler O Diário de Anne Frank. Dotado de uma alternância entre narrativas, descrições, diálogos e uma grande pitada de sentimentos da narradora, o livro conta a Segunda Guerra Mundial pelos olhos de uma mera adolescente que se instala em um esconderijo na Holanda.
Alemã, judia, e com o coração encantado pela Holanda, Anne descreve como é sentir-se presa sem poder, ao menos, abrir a janela sem que o coração martele na garganta. Um misto de sentimentos a dominam durante o tempo em que passou no Anexo Secreto (o esconderijo em que morava com seus pais, sua irmã, uma outra família e um senhor), tais como: infelicidade, depressão, agonia; e, em meio a tantos sentimentos de fardo pesado, abriu-se o espaço no coração de Anne para o amor, seu primeiro amor.
A autora traz, ainda, a humildade. Sentia-se extremamente infeliz por não poder pisar fora do Anexo, mas sentia-se feliz por não estar em campos de concentração (ou até morta!) como outros judeus.

  • O por quê de minha emoção:
Anne Frank não faleceu com a mesma idade que possuo hoje; não passei pelas experiência que ela deteve, nem de longe passarei; no final das contas, não detenho particularidades semelhantes à ela, com excessão de uma: sentimentos.
Meus sentimentos são transitórios. Em um dia posso estar de péssimo humor, ter vontade de quebrar toda e qualquer coisa que me apareça; e no dia seguinte, posso ter vontade de dizer à uma pessoa que nem conheço que a amo e que lhe desejo tudo de melhor na vida, além de dar um abraço bem forte em todos aqueles que amo e conheço (de verdade!).
Talvez não desta forma, mas os sentimentos de Anne também eram transitórios. Em várias passagens da narração, a adolescente diz sentir-se muito feliz e, no dia seguinte, sentir-se cair em depressão.
Também acredito que posso ter me sensibilizado com o livro pelo fato de saber como termina e, mesmo assim, continuar a lê-lo.
Talvez o motivo não seja nenhum dos que foram citados. Quem sabe eu ainda esteja por descobrir. Tudo o que sei é o quanto chorei ao término do livro. Agora, não posso pensar em Segunda Guerra Mundial sem pensar na Anne Frank.

sábado, 14 de maio de 2011

Universidade para poucos

Sabe-se que o vestibular é um processo seletivo no qual todos os alunos inscritos realizarão a mesma prova, com o mesmo tempo estabelecido. Nota-se, entretanto, que os alunos de escolas que possuem um padrão de ensino superior apresentam melhor rendimento no processo seletivo.
É comum associar os alunos que estudam em melhores escolas à uma renda maior; e os que estudam em escola de ensino inferior a uma renda baixa. A associação não é inválida, mas é preciso levar em consideração o nível escolar das escolas públicas. Não é culpa do aluno que a escola onde ele estude não seja boa o suficiente para torná-lo apto na aprovação no vestibular. Por outro lado, não é justo culpar o estabelecimento pela qualidade do ensino.
Tomemos como exemplo, as escolas dos Estados Unidos. Assim como no Brasil, são oferecidas escolas públicas e particulares, mas apresentam um diferencial: ambas possuem o mesmo nível educacional. E, mais, o ingresso na universidade é realizado por meio de bolsas (em suma, esportivas) ou por meio de uma avaliação das notas do aluno até o Ensino Médio.
Ao analisar o exemplo, podemos chegar à conclusão de que a culpa não parte dos alunos, da escola ou dos professores, e sim do órgão público responsável pela educação: Ministério da Educação. Não é permitido esquecer que os professores também são grandes credores na formação educacional dos jovens brasileiros.
Dessa forma, se compararmos o ensino americano ao brasileiro, vemos que o americano, apesar de também controlar a admissão de seus alunos, através de avaliação e entrevista, apresenta um sistema educacional capaz de igualar os estudantes de ensino público e privado. Já no caso brasileiro, trata-se de um processo seletivo similar a um funil, no qual os que possuírem melhores condições e, consequentemente, melhor ensino, estarão a nível de adentrarem na universidade.

domingo, 10 de abril de 2011

Nova realidade

Foi-se o tempo em que colégio era significado restrito à ensino e educação. O que antes era visto como lar do saber, hoje passa-nos a impressão de ser a morada não apenas do saber, mas do bullying, violência e desigualdade social. Sendo isto não pouco, mas muito, o Brasil chocou-se ao ver o ocorrido em Realengo, Rio de Janeiro, no dia 07 de abril do decorrido ano.
Segundo familiares, Wellington Menezes de Oliveira era um adolescente ausente e era considerado tímido e calado pela vizinhança. Não apresentava comportamento irregular, mas segundo seu irmão, que preferiu não se identificar, o rapaz de 23 anos possuía ideias criminais; além disso, seu computador guardava páginas de documentos e artigos sobre artilharias.
Sendo Welllington ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, não seria de julgamento estranho que ele visitasse o local onde estudou durante o ensino fundamental. Encontrou-se com uma antiga professora, que o reconheceu, teve com ela um breve momento de conversa, para, então, dar início ao que havia ido fazer no local.
Tendo como princípio a secretaria, passando ao primeiro e segundo andares do colégio, Wellington abriu fogo contra os estudantes. Deixou 13 feridos e 12 mortos, com idade média de 12 a 14 anos e seletividade criminal predominante às meninas. O rapaz matou-se após ser ferido pelo policial Márcio Alves.
Quem julgaria possível que a entrada de um ex-aluno em um colégio, às 08h da manhã teria este trágico fim? Seja por insanidade - uma vez que sua mãe biológica era portadora de deficiência mental - ou por vingança de sua época de escola, é triste pensar que, sendo este o primeiro caso no Brasil, entra na lista dos casos ocorridos no mundo.
Sendo, agora, presente no Brasil, a dura realidade que aflinge o mundo nos choca. E, com isso, surgem perguntas sem respostas: seria culpa do governo, por não fiscalizar as armas?, ou seria culpa dos próprios portadores, não sabendo utilizá-las da forma apropriada?
Não basta culpar o governo ou os portadores, pois nem todos os portadores de armas são descuidados, e nem sempre o governo tem culpa. É preciso, então, sermos colaboradores para com aqueles que tiveram seus filhos assassinados e dar incentivo ao governo para serem estabelecidas medidas preventivas.
Entretanto, todos sabemos que o bom não é remediar - que seria o nosso caso - e sim prevenir. Uma vez que o pior já ocorreu, seria aceitável também, o revisto dos alunos na entrada, ou a proibição da entrada de aparelhos eletrônicos de qualquer tipo, e de materiais metálicos, como ocorre em algumas escolas dos Estados Unidos.
É impreciso determinar qual o principal fator que chegou ao ocorrido recentemente, na zona oeste do Rio de Janeiro. Seria a falta de fiscalização, a falta de responsabilidade no porte de armas... ou o quê? É um conjunto de fatores que marcou a presença desta tragédia. E cabe à nós, brasileiros e seres humanos, fazermos nossas parte e exigir que o governo faça a deles.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Desabafo de um coração em crise

Não é que eu não sinta. Não é que eu não ame. Eu apenas sofri tanto, mas tanto, que a única coisa que conheço bem é a dor. Já gostei, me apaixonei e amei. Mas foi há tanto tempo, que nem me lembro mais como é sentir-se assim por alguém. Sentir náuseas e o coração palpitar na boca quando recebe uma mensagem ou uma ligação dele. Não, eu sei, sim... Apenas não a reconheço mais.

segunda-feira, 7 de março de 2011

"Tudo azul"

Peguei-me pensando na chuva. E, quando dei por mim, ocorre a precipitação do que antes era a condensação de vapor d'água por formação de nuvens. Nesse momento, lembrei do mar. Aquele horizonte azul, lar dos animais aquáticos e verdadeiro lar dos navios. E então, lembrei-me que só ocorre chuva por existir o mar. E só existe mar porque existe chuva.
Mar e chuva. Estão sempre juntos e separados, simultaneamente. Já não mais é possível imaginar o planeta Terra sem os dois, principalmente porque eles trazem a água ao nosso planeta azul. Planeta azul. Planeta. Azul. Definitivamente, sem mar, não daria. Ele é azul.
O céu também é azul, mas a sua história é diferente. Ele continuaria azul se não existisse mar, ou chuva. Essa cor dominante ocorre por outro motivo. A luz solar é composta por sete cores: vermelha, alaranjada, amarela, verde, azul, anil e violeta. Dentre estas, as que mais sofrem difusão são a azul e a violeta, ao atravessarem a atmosfera. Com isso, vemos o céu de cor azul, pois nossos olhos são menos sensíveis à luz violeta e mais sensíveis à luz azul.
Planeta azul e céu, ambos azuis. Não há como pensar nos dois sem vê-los como um só, mesmo sabendo que isso não está certo. Mas e a chuva? Verdade, ela não é azul. Mas será, se deixarmos nossa imaginação vagar. E então teríamos: mar, céu e chuva. Um trio azul. Um trio com a beleza do céu, com a calmaria do mar e com a leveza da chuva. Não há melhor trio.
E, por mais que nossa mente deixe de vagar, ainda haverá o horizonte para nos comprovar: é tudo azul. E então estará Tudo bem/Tudo zen, meu bem, como bem já disse Lulu Santos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see in anyone else
But you

Ellen Page and Michael Cera

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Citação da comparação

O comentário a seguir é de minha autoria e fluiu durante a leitura de um tópico de comunidade, a qual aqui, não citarei.

"Concordo que é uma atitude de baixo escalão fazer comparações. Mas acho que é ainda de menor escalão dizer que a saga Harry Potter e a saga Twilight são de gêneros diferentes, pois ambos são romances que abordam a ficção. E, caso alguém não saiba, o romance é um gênero literário, e não apenas a abordagem do amor em uma história, seja qual for.
Gosto muito da saga HP, mas tenho que admitir que a saga Twilight também apresenta suas lições quando postas ao cotidiano. Entretanto, se comparadas com as lições que HP nos expõe, Twilight fica no chinelo. Não há razão para fazer comparações, quando sabemos que ambas as obras nos trazem uma abordagem cotidiana, tanto em uma escola de magia, quanto em uma adolescente se apaixonar por um vampiro.
De toda forma, ambas tiveram suas repercussões internacionais, mas a saga Twilight é best-seller e a saga Harry Potter, não. E para os que não sabem, toda obra best-seller é subentendida como venda, venda e venda, o que não se adere ao caso Harry Potter."