quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Carta não tem título, mas se tivesse, seria "Carta da saudade"

Minha querida amiga,

Há quanto tempo! Não tens ideia do quanto sinto sua falta. Já se passaram meses desde o nosso último encontro, o qual foi por acaso, o que aumenta ainda mais a saudade. Afinal, todos os nossos encontros haviam sido por acaso, não é? Lembro-me somente de um que não foi, e podes ter a maior certeza de que esse encontro marcado continuará a penetrar minhas lembranças, bem como os outros encontros.
Sonhei contigo ontem, durante um cochilo vespertino. No sonho, você me dava um abraço tão apertado, que me fez pensar na primeira vez em que nos encontramos. O abraço do sonho tinha sido tão apertado quanto o daquela ocasião. E esse sonho me fez pensar o quanto sinto a sua falta.
Errei, assim como todos os humanos erram, e a vida tende a continuar. Mas gostaria que isso tivesse acontecido com sua presença. Tenho que admitir que já não sei mais o que aconteceu. A única coisa que sei, é que mesmo estando tão próximas, estamos tão distantes.
Sinto saudade de você, minha amiga. Saudade das conversas, das novidades... Saudade da amizade que tínhamos. Afinal, o que será que aconteceu? Sinceramente, não sei. Talvez o tempo saiba, pois o tempo foi passando, e passando, e a situação pairou no que atualmente se encontra.
Às vezes penso em te ligar, mas desisto logo em seguida. Creio que me falta coragem, ou talvez eu fique muito constrangida para isso. Mas gostaria que soubesse, que não há um dia em que eu não pense em você, nem que seja de relance, principalmente quando vejo fotos do que um dia foi nossa amizade. Toda essa saudade me destrói.
Gostaria de saber o que se passa em sua cabeça quanto à tudo isso, mas me contento somente em lhe falar o que se passa na minha.
Faço muitíssimos votos de felicidades.

Um abraço apertado,
Carol.