domingo, 17 de outubro de 2010

Céu, adolescentes e realidade

Eu queria saber voar. Não, na grande realidade, não queria. Mas, se pudesse, gostaria de passar toda a minha vida no céu, entre aviões e helicópteros. Não se engane, porque aeronáutica não passa perto da minha linha de planejamentos para o futuro. Entretanto, ficaria extremamente satisfeita se pudesse ter o céu perto de mim.
O céu aparenta ser um lugar mais calmo que a Terra. O máximo que pode acontecer são alguns aviões e helicópteros decidirem cruzá-lo e produzirem algum barulhinho. Mas que diferença esse barulhinho irá fazer, quando comparado ao barulhinho que produzimos na Terra?
Céu. Uma imensidão azul, assim como o mar. Talvez o céu e o mar se completem, no final das contas. Ou, pelo menos, assim deveria ser. Duas imensidões azuis, juntas, até o infinito do horizonte azul.
Um horizonte azul. A cor azul me lembra a cor branca, uma vez que esta é a junção de todas as cores. E a cor branca me lembra paz, o que me lembra o céu novamente. Céu e paz, daria o mundo para tê-los em meu bolso, só para mim. A adolescência não nos dá paz, muito menos um céu. Ela nos dá um leque de indecisões e descargas infinitas de hormônios. Os adolescentes querem que todos os seus planos se concretizem da forma com que foram feitos e, se uma mínima porcentagem não sair da forma desejada, BUM! Lá vem mais uma descarga hormonal. Isso é um céu repleto de paz? Acho que não.
O fato é que os adolescentes não vivem a realidade, eles só acham que vivem. Realidade não é o que eles sentem, ou a escola, ou seus desejos. Realidade é tudo aquilo que nos é posto a prova para nos testar, nos enganar e nos marcar. Um adolescente, ao entrar na puberdade e encontrar seu(sua) namorado(a) acha que aquilo durará para sempre, mas não durará. Quem sabe, se concretiza em casamento. Mas o namoro deixará de ser namoro, se tornará um casamento, e a realidade mudará.
Tudo o que é bom, dura pouco, inclusive a adolescência. Com exceção do céu, que continuará ali, quando um adolescente se rebelar, e a realidade já não parecer mais suportável.

Um comentário:

  1. Adolescentes acabam se preocupando demais que acabam esquecendo o principal: viver.

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