quinta-feira, 8 de julho de 2010

A não-ficção da ficção

Harry Potter, Saga Crepúsculo, e tantos outros... Todas são ficções. Ficções que tem lá suas tramas baseadas em uma bela realidade. Entretanto, detirei-me entre essas duas. Comecemos com Harry Potter: a história se passa, em sua maior parte, dentro de um castelo, que fica localizado na Inglaterra. Castelo, o qual, recebe alunos ingleses que apresentam características específicas: serem dotados de bruxaria. Estudam magia, a interação da magia com as pessoas que não são bruxas (trouxas), aprendem a transformar objetos sólidos em líquidos ou até em animais e tantas outras coisas, que nos deixam de boca aberta com a criatividade da autora.
Apesar de se tratar de um filme repleto de adolescentes que utilizam varinha em suas aulas, que são capazes de voar em vassouras e lutar com dragões, dementadores e serem amigos de hipogrifos, a história nos passa algumas lições.
Não é uma lição do tipo "Aprenda a lutar com dementadores!". Além de que, dementadores são criaturas mágicas, criadas pela autora. Não, J.K. Rowling nos passa lições bem mais úteis ao nosso dia-a-dia.
Já parou para pensar o quão infeliz um adolescente órfão pode ser? Mas Harry é diferente. Apesar de ele sentir uma saudade imensa dos pais que nunca chegou a conhecer, Harry não se sente infeliz com isso, pois sobrevive a partir da maior prova de amor que ele poderia ter vivenciado: Seus pais se sacrificaram para seu bem. Bom, a intenção de Voldemort era matá-lo também, mas com a proteção que Harry recebeu de seus pais, isso não foi possível.
Harry passa a viver com seus tios, tendo de conviver com um primo que o maltrata até dizer chega, dorme em um armário sob a escada, mas quando descobre que passaria a estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, não acredita. O motivo para isso não é o fato de ele se ver livre de seu chato primo e das lamúrias de seus tios, quer dizer, talvez também fosse por causa disso, mas o motivo principal era a nova vida que ele passaria a ter. Passaria a entender um pouco mais sobre seus pais, um pouco mais sobre si mesmo.
No final das contas, Harry Potter não é uma mera história repleta de crianças que utilizam uma varinha para praticar feitiços. Trata-se de uma história que engloba toda a magia dentro de um cotidiano de adolescentes normais. Adolescentes que se divertem, que se apaixonam, que aprendem a conviver com as diferenças, a lidar com situações de extrema cautela e tantas outras coisas que causariam impacto em qualquer pessoa.
Talvez seja por isso que essa série faça tanto sucesso. Seus leitores vêem Harry não como um herói, mas como uma criança ou adolescente, assim como ele. Vê que Harry também pode ser de carne e osso, com amigos incríveis e ótimas oportunidades, sabendo aproveitá-las da forma correta, sem fraquejar ao enfrentar seus medos, seja para ajudar um amigo, ou para salvar sua própria pele quando se mete em apuros.
Além de todas as aventuras, de todas as travessuras e de todas as enrascadas que Harry se mete, os livros nos passam lições como a amizade, passando-nos a percepção de que, se você estiver ali para ajudar seus amigos, eles estarão ali para lhe dar uma mão; tem também a lição de coragem, tem de ser bastante corajoso para enfrentar todos os seus medos, assim como Harry enfrenta, e também ser corajoso para ajudar os amigos nas grandes necessidades; nos mostra a importância da família, mesmo que não seja de sangue, mas que seja de amor e de carinho; a história também apresenta a questão do respeito entre Harry e Dumbledore, o qual é o diretor da escola e também respeita e ama Harry como se fosse um filho; aborda o quão pode ser importante a presença de alguém inteligente e extremamente dedicado aos estudos, em momentos de suma necessidade; trata também da felicidade que Harry sente ao passar pelos portões de entrada de sua tão adorada escola, pois ali dentro, ele se sente bem, sente-se completo, sente-se em casa.
Apesar dessas e de outras lições que a história nos passa, ainda há quem diga que Harry Potter é só uma "ficçãozinha" que não complementa em nada no conhecimento de seus leitores. É realmente uma pena existirem pessoas que acham isso, mas são elas que estão perdendo todo conhecimento contido em cada página desses livros...
(To be continued)

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