domingo, 7 de maio de 2017

Dias de luta, dias de glória... Dias de cão

Você já teve aquele famoso dia de cão? Aquele dia em que você se sente o pior lixo humano da Terra e que NADA faz você mudar seu pensamento? Aquele dia em que você sente todas as negatividades acumuladas dos tempos passados rasgarem-lhe o peito? Sentir que não há nada nesse mundo que poderia te fazer bem naquele momento porque, na grande realidade, você não está bem já há um tempo mas só escondia esse sentimento de si mesma?
Sabe aqueles dias em que pensar na fome mundial, na desigualdade social, e em todos os outros problemas GIGANTES que o mundo tem não é suficiente para você enxergar o quanto o seu problema é pontual e sanável? Porque no fundo, tudo o que você quer é que uma mísera pessoa dê importância para o seu problema, a importância que você acha que deveria ser dada, mas nunca foi.
Aqueles dias em que você se sente sozinho. Que você passa por pessoas na rua, cruza com os vizinhos no elevador, fala com seus familiares, mas que continua um vazio gigante cortando-lhe o peito e você nem sabe qual o motivo? Na verdade, você até sabe, mas é só mais uma coisa que você tende a esconder de si mesma porque não quer encarar isso.
É um dia em que você sente suas forças se esvaírem do seu corpo, sente sua mente turbilhar e as lágrimas rolarem-lhe o rosto e, mesmo assim, você não move uma pena sequer para impedir de que aquilo aconteça, porque você já cansada de lutar com aquele sentimento, já está enfadada de mentir para si e para todos dizendo que está bem quando você só quer sumir da face da terra a cada segundo que respira.
Este é mais um daqueles dias em que você sente que se morresse não faria diferença para a sua família, para os seus amigos, para ninguém. Você se obriga a pensar que pelo menos para a família faria falta, afinal é a sua família! Mas não... Não faria falta mesmo.
E este é só mais um dia de cão para mim, dentre tantos outros que já tive que suportar.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

"Eu" e "Nós"

Você sabe que deveria lutar e fazer de tudo para esquecer aquela pessoa. Mas não consegue. Você sabe que, em N aspectos aquela pessoa só te faz mal e, mesmo assim, você a quer.Você sabe o por quê de tudo isso? Se não sabe, eu digo: é porque isso é amor, não é paixão.
O amor é muito mais que uma paixonite aguda. O amor às vezes tem paixão, mas é muito mais que isso. O amor é um sentimento muito mais forte que a paixão jamais será. A paixão é loucura, é imediatismo, é o fogo que precisa arder para o relacionamento funcionar. Dizem até que a paixão é o estopim de uma relação.
O amor é tudo. O amor cuida, bota no colo e coloca pra dormir. O amor trata das doenças e afasta maus momentos. O amor é tudo aquilo que a paixão não é: o amor é calmaria. Ele não precisa arder em brasas para que uma pessoa veja o quanto seu amado lhe quer bem, porque as coisas são assim: está tudo no olhar.
O amor sobrevive distâncias e dores, por piores e maiores que sejam. A paixão não. E até nisso o amor é calmaria, porque ele sabe que se for pra ser, vai acontecer mesmo com essa dificuldade. A paixão não tem essa certeza, seu fogo pode ser apagado a qualquer momento, por qualquer jato d'água.
A paixão te maltrata quando aquela pessoa te rejeita, e o amor consente. Sabe por quê? A paixão não é altruísta, ela quer tudo àquele momento, daquela maneira, com aquele ardor. E o amor faz a pessoa ver que a outra está em busca do melhor para si e o amor compreende isso, aceita a busca da felicidade do outro e até a apoia.
E sabe o quê mais? A paixão vai e volta, mas quando ela vira amor, ela fica. Se for pra ser amor, vai ser independente de quando ou como aconteça. Mas se for pra ser paixão, vai ser diversão até esse fogo apagar. Mas se for pra ser amor... Quando esse fogo se consumar em braseiro apagado, fica tudo morno, mas não no sentido que você entendeu. As coisas não "amornam" ou entram na monotonia como todo mundo costuma pensar, muito pelo contrário! Exatamente por ser um braseiro morno é que você sabe que aquele é o melhor sentimento do mundo, pois você não precisa pôr sua mão no fogo para ver que está quente, você pode sentir aquele calor bem ali, naquele braseiro morninho do lado esquerdo do peito.
E esse braseiro morninho também pode ser qualquer coisa: um abraço, um colo, um seriado visto à dois em sua cama de casal. Aquele braseiro é só de vocês dois e mais ninguém adentra. É aquela bolha de felicidade de vocês onde vocês se completam e mantém aquele braseiro morninho até o fim dos tempos.
O amor vai te fazer desejar a presença daquela pessoa quando ela estiver distante, mas aquele "Eu te amo" dito pelo telefone vai agarrar seu coração e mantê-lo morno até que a pessoa esteja ali do seu ladinho. A paixão faz isso? Acho que não... O primeiro pensamento que percorre é "Se me ama então porquê teve de ir?". Vê? O amor agarra tudo aquilo que a paixão não é capaz de agarrar.
No fim das contas, a paixão é complexidade quando o amor é a simplicidade. Você sabe que é amor quando sente, mas quando está apaixonado você precisa refletir sobre aquilo. E, por mais controverso que possa soar, a paixão te faz imediatista e inconsequente: você não pensa antes de fazer algo pois quer satisfazer aquela paixão e a si mesmo, trata muito do "eu". E o amor, ah o amor.. No amor nunca exite um "eu", só existe um "nós" e no que os dois podem fazer para manter aquele braseiro morninho até o fim dos tempos.

PS.: Só para constar: o braseiro ainda está morninho. Você sabe o que precisa fazer. Save the date: February 22nd.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Já deu

Queria que fosse diferente. Queria não ter que passar por isso. Queria não ter que sofrer por você. Pelo menos, não mais. Já sofri tanto por você, poxa! Então você viaja, cria uma realidade paralela à sua vida e eu continuo aqui: nessa mesmisse, vivendo dia após dia.
Você sabe que eu acredito na lei universal do What goes around comes back around. Mas eu ando tão na merda há tanto tempo, que eu imagino o que eu fiz pra merecer tudo isso. Porque se isso é uma lei da vida qe serve para os outros, certamente servirá para mim também, não é mesmo?
Talvez seja só o universidade tentando me ensinar a para de ser trouxa. E está (finalmente) funcionando. Estou aprendendo. Mas eu tenho meus dias de fraqueza, e hoje é um deles. Foi uma fraqueza braba.
Uma pessoa me abordou no estacionamento, na janela do meu carro, perguntando se eu poderia fazer algum tipo de contribuição em troca de uns panos de prato. Eu disse que não estava interessada, mas a pessoa insistiu. Comprei os panos de prato e quando a pessoa foi me dar o troco, as moedas escorregaram entre seus dedos. Por um milésimo de segundo achei que seria uma treta, que aquela pessoa estava sacando uma arma e que aquilo seria o fim. E, por outro milésimo de segundo, eu desejei que aquilo realmente acontecesse. Pude ouvir um "Finalmente!" ecoar dentro de minha cabeça, mas não. A pessoa não sacou nenhuma arma, e entregou meus trocados.
Talvez seja a vida dizendo que ainda não é a minha hora, que eu ainda tenho muito a viver. Mas, sinceramente, dentre tudo o que eu já sofri esse ano, não sei se quero continuar nessa vida. Digo, eu fiz tanto por você, me doei tanto por você, sofri e chorei horrores por você, para você criar a sua vida paralela e eu continuar aqui, adivinha fazendo o quê? Exato, ainda sofrendo por você. Tô cansada disso de verdade. Acho que já deu.
Acho que já deu de tudo isso, de verdade. Cansei de ser trouxa, cansei de ser desvalorizada e desamada. Cansei. Talvez na próxima vida eu tenha de pagar por esse pensamento, mas pelo menos vai ser outra vida, quem sabe o que ela vai me reservar? Porque desta aqui, eu já estou farta.

domingo, 8 de novembro de 2015

- Nunca faça isso, Sophia. Por favor. Não importa se eu vou te perder como namorada, como amiga, ou que seja. Mas eu nunca quero te perder.
- Sabe, isso não é algo que eu possa realmente controlar. Não posso te fazer nenhuma promessa. E isso é tudo o que eu posso te dizer.
- Sophia, por favor. Me prometa.
- Eu não posso.
Elas se encararam pelo que pareceu uma eternidade, até que uma lágrima rolou pelo rosto de Alice. Não importa o que ela diga, Sophia não pode fazer essa promessa. Naquele exato momento ela estava desejando acabar com tudo aquilo, com toda aquela dor e sofrimento que a vem perseguindo há meses.
- Só... Por favor, não importa o que você faça, não fique sozinha. Saia com seus amigos, foque no trabalho, o que seja. Apenas se ocupe com algo que valha a pena, já que eu não valho as suas lágrimas.
- Posso tentar. Mas não posso prometer.
- Poxa, não faz isso.
- Eu só estou sendo honesta.
- Honestidade nunca faltou em você. Só em mim.
- Exato.
Sophia estava sendo dura. Mas Alice merecia. Alice merecia saber que esse pensamento mórbido passa pela cabeça da Sophia todos os dias e que a culpa é toda dela.

sábado, 31 de outubro de 2015

Só o que sinto

Eu tinha esquematizado uma linha de raciocínio para desenvolver em texto aqui. Na mesma rapidez que ele veio, ele sumiu. Agora, tenho mera percepção do que sinto, mas não do que quero falar. Aquele famoso "Não sei o que dizer, só sentir" se encaixa perfeitamente nesse momento. Até porque tem sido assim há um bom tempo. Tanta coisa que venho sentindo, de uma intensidade tão forte, que não sei mais o que falar ou o que fazer acerca, só o que sentir.
De toda forma, eu venho sentindo uma tristeza muito grande. E tudo isso é culpa sua, e você sabe. Você fez tudo errado, transformou tudo o que tínhamos em uma grande dor massacrada por um trator de obras. Você me fez perceber que eu mereço alguém muito melhor que você, mesmo que eu te ame até os ossos.
Eu não queria que as coisas fossem assim. Não queria ter que perceber que a pessoa que eu amo é uma verdadeira escrota e egoísta. Por mais que me doa, eu não posso deixar de pensar e dizer isso: você é egoísta. Todas as coisas que você fez, todas as mentiras que contou, foi tudo egoísmo. E agora seu intercâmbio é puro egoísmo, porque isso é a sua fuga da sua realidade que não lhe parece conveniente. E, enquanto isso, eu ficarei aqui, tendo que colar pedaço por pedaço do meu coração recém partido.
Você estará se divertindo, bebendo, transando, curtindo. Eu estarei aqui, desejando que eu não tenha um ápice depressivo. E a cada festa que você for no final de semana, eu estarei tentando, fracassadamente, colar um novo caco do meu coração, até que ele fique totalmente remendado. Vê as diferenças? Vê o seu egoísmo? Vê que tudo isso é só porque você não quer "perder as oportunidades"? Se você ainda não vê tudo isso, verá na prática.
Mas não espere que eu estarei aqui, com braços abertos ao seu retorno. O primeiro grande passo eu já dei: já reconheci que mereço alguém BEM melhor que você. Alguém que reconheça todos os meus esforços, e que os retribua. O segundo passo também foi dado: admitir para mim mesma que eu PRECISO esquecer você. Estou trabalhando para dar o terceiro. Ainda preciso aceitar o quanto isso vai doer quando você for. Preciso enfrentar essa barra para sair desse poço de lágrimas, dor e sofrimento. E, com isso, seguir minha vida reconstruindo meu coração a base de band-aids.
Mas, por favor, quando você voltar e eu não te quiser, não chore, não sofra. Lembre-se: eu fui rejeitada antes, sei como se sente. E vou poder te dizer: vai passar, por mais que doa. Na grande realidade, vai me doer muito te dizer o grande "Não" que mudará as nossas vidas, mas ele precisará ser dito, cedo ou tarde. Vai me doer muito ver você chorar e sofrer, mas eu sei que vai me doer ainda mais passar por tudo o que tenho passado, pelo resto da minha vida, porque me caiu a ficha que você nunca irá mudar. E se você não mudar, mudo eu.
Eu vou deixar de ser trouxa. Vou passar a me amar mais, tendo mais amor próprio. Se você não me amava o suficiente, porque era egoísta demais, passarei eu a ser um pouco egoísta. Mas um egoísmo bom! Porque eu sei que preciso disso nesse momento. No final das contas, quando você voltar, eu te direi, com muita dor e afinco, mas direi: "You're gonna miss me when I'm gone".

domingo, 25 de outubro de 2015

Hello, this is me, Depression

Você já teve a sensação de que nada na sua vida está dando certo? Que talvez você tenha tomado todas as escolhas erradas e que isso está impactando em todas as suas futuras escolhas? E que você percebeu que essa situação está te deixando, todos os dias, absurdamente triste por se ver tão sem rumo? Bom, prazer, o meu nome é Depressão.
Alguns acham que eu não existo, que não passo de um "termo médico" designado àqueles que estão tristes e precisam de qualquer explicação médica para a forma com que se sentem. Mas, na verdade, eu posso atingir qualquer um. Posso decorrer de uma situação traumática - da morte de algum parente seu, de um término de namoro... -, mas nem sempre eu tenho uma causa certa. Às vezes eu simplesmente apareço. Just like that and BUM, you're depressed.
A primeira coisa que vocês vão sentir é tristeza. Uma tristeza muito grande. Sentirão exatamente como o descrito acima: sem rumo. Então, vocês não sentirão mais vontade de fazer coisas que costumavam adorar fazer. Não sentirão vontade de sair com os amigos. Deixarão a vaidade de lado. Deixarão sua auto estima de lado. Querem uma dica? Não deixem isso acontecer. Se deixarem, eu vou me instalar.
E se eu me instalar, eu apenas ficarei mais intensa. Chegará um estágio em que vocês se sentirão tão sem rumo, que o único rumo que vocês acreditarão ser viável é o de tirar suas próprias vidas. Querem outra dica? Esse é mais um ponto em que vocês não podem deixar que eu me instale ainda mais em suas vidas. Mesmo que esse pensamento não se instale, isso passará pela cabeça de vocês pelo menos uma vez. And that's the turning point. Vocês precisam procurar ajuda.
O grande problema é que vocês vão acabar achando que ninguém poderá ajudá-los. Vocês não querem falar sobre seus sentimentos com ninguém. Vocês acham que será tempo em vão e que ninguém irá realmente se preocupar com vocês dessa forma. E é aí que vocês se enganam. Alguém sempre se preocupará com vocês, sempre desejará o melhor para vocês. Seus pais, por exemplo. Seus amigos. Seu/sua namorada/a. E se nenhum deles se preocupar com você, acredite: existe alguém que se preocupa de verdade, mas você ainda não sabe. Querem mais uma dica? Não esperem que alguém se preocupe com vocês, ajam por conta própria. Preocupem-se consigo mesmos, busquem ajuda, qualquer que seja. Consulte um psicólogo, tome um passe espiritual, reze um terço, desabafe com os seus amigos, escreva no seu blog. Ajude-se da melhor forma possível.
Sabe, a grande dificuldade de me tratarem é que muitas pessoas têm dificuldade de reconhecer que estão deprimidos, então não conseguem ver a necessidade de consultar um psicólogo ou psiquiatra. E, certamente, nem sempre eles são necessários, mas... Querem mais uma dica? Não cabe a vocês ter essa conclusão, cabe a eles. Então reconheçam suas dificuldades, sua situação, suas dores. Não deixe que elas tomem conta de vocês, caso contrário eu me instalo. E quanto mais tempo vocês passarem comigo, mais difícil será para eu ir embora.
Posso dar uma última dica? Se você leu esse texto, achou que se enquadra em todo esse relato, tire o telefone do gancho e marque uma consulta. Let's brace ourselves a goodbye.

sábado, 24 de outubro de 2015

Eu tive um grande devaneio. Pensei sobre mim. Minha vida. Meu presente. Meu futuro. E até mesmo sobre o meu passado. Meus erros e acertos. Perdas e vitórias. Mas eu não consegui achar um saldo. Não me senti realizada com nenhuma das vitórias que tive, mesmo as mais grandiosas. Alguns dos erros acabaram por não me trazer ensinamentos, apenas murros em pontas de facas. Houveram até alguns que causaram impactos em mim, mas não foram ensinamentos: foram só novas rotas a serem traçadas - ué, e não seria isso um ensinamento?
Pensei nos altos e baixos de minha vida. Em todos os momentos em que fui mais feliz, e todos aqueles em que fui mais triste. Pensei no que quero repetir e no que gostaria que fosse descartado de minha memória. De antemão, pensei em você.
Pensei na tristeza que c e r t o s p e n s a m e n t o s me trazem. Na tristeza que sua viagem me acarretará e na saudade que irei sentir. Ultimamente, tudo isso tem sido só o que eu consigo pensar: você. 
Em muitos momentos comprimo minhas lágrimas. Por vezes, as comprimo tanto, que elas se alojam na garganta, não consigo engolir o choro, mas também não consigo deixar as lágrimas rolarem. Em muitos momentos eu só desejo que tudo isso passe e que eu não precise mais ter que comprimir as lágrimas, pois não aguento mais isso. Não aguento.
Tudo isso aqui é o que eu sinto quando penso em você. Ao mesmo tempo que quero que você suma da minha vida, quero que você fique e não fuja. Por que você quer sempre fugir? Você não pode ser assim para sempre. E eu não vou poder te acompanhar sempre. Então por quê você não pode simplesmente ficar aqui, comigo, para sempre?
Fica.